Tendinopatia

A tendinopatia é uma lesão comum e surge tanto em ambiente de trabalho como nas actividades desportivas.

Os factores de risco para a ocorrência deste tipo de lesão podem ser variados, tais como: 

  • Postura inadequada
  • Movimentos repetitivos - como o uso do "rato" do computador; alguns desportos e a execução de instrumentos musicais
  • Rigidez muscular
  • Actividades desportivas em excesso ou com técnica e material inadequados - falta de alongamentos; sobrecarga muscular; calçado e equipamento desadequados
  • Doenças auto-imunes - quando as células de defesa do nosso corpo reconhecem os tendões como inimigos por engano e começam a atacá-los
  • Stress -  provoca o aparecimento de contracturas musculares e de fadiga que prejudicam os tendões
  • Idade do paciente - com o envelhecimento a circulação sanguínea pode não chegar aos tendões de forma eficiente
  • Uso de antibióticos da família das quinolonas – o uso deste fármaco pode aumentar o risco de lesões dos tendões

Os sintomas mais comuns da tendinopatia são, na maioria das vezes, presença de dor, calor e vermelhidão, sensibilidade ao toque, fadiga e sensação de peso, inchaço e limitação dos movimentos na região afectada.

A tendinopatia pode ser de dois tipos diversos: A tendinite e a tendinose. A distinção entre ambas pode ser difícil, dado os sintomas serem muito semelhantes, mas é muito importante a fim de definir de forma eficaz a terapêutica a utilizar.

A tendinite é a inflamação de um tendão resultante de pequenas rupturas sempre que o músculo e respectivo tendão são submetidos a cargas muito intensas e aplicadas de forma brusca e repentina.

A tendinose é um processo degenerativo do colagéneo de um tendão como resultado de um excesso de uso crónico sem que o tendão tenha tempo para repousar e cicatrizar. A tendinose pode resultar devido a longas horas de actividades desportivas, uso de computadores e instrumentos musicais ou outras actividades manuais.

A distinção entre tendinite e tendinose é possível mediante recurso à ecografia ou à ressonância magnética. No entanto, de um modo geral, estas lesões são diagnosticadas com base nos elementos de natureza clínica.

Enquanto para a tendinite o tratamento tem como objectivo reduzir a inflamação, esta não está presente na tendinose. Assim, os medicamentos anti-inflamatórios e as injecções de corticóides não devem ser utilizados no tratamento das tendinoses. Estes fármacos não só podem acelerar o processo degenerativo e tornar o tendão mais susceptível a novas lesões, e consequentemente aumentar o risco de ruptura, como também retardar a reparação do colagéneo.

Os tempo de recuperação da tendinite e da tendinose são diferentes mas em ambos os casos podem ser morosos. Na tendiniteo tratamento pode levar até 6 semanas dependendo se este tem início numa fase precoce ou mais avançada. Na tendinose pode levar 6 a 10 semanas numa fase inicial e 3 a 9 meses numa fase avançada ou crónica.

A Terapia de Bowen é extremamente eficaz no tratamento destas patologias de forma suave e não invasiva e sem ajustamentos estruturais nem manipulações forçosas.

Mais informações em www.filipataipina.com 


Fontes

Evelyn Bass, Tendinopathy: Why the Difference Between Tendinitis and Tendinosis Matters, Int J Ther Massage Bodywork. 2012; 5 (1): 14–17

Hans-Wilhelm Mueller-Wohlfahrt e col., Terminology and classification of muscle injuries in sport: a consensus statement, Br J Sports Med, 18 October 2012 

Murray Heber, Tendinosis vs. Tendonitis

Fernando Fonseca, Lesões tendinosas no desporto, Actualidades terapêuticas; Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, Janeiro de 2011